Técnico realizando manutenção em placa eletrônica com ferro de solda, ilustrando processos de gestão de ativos de TI e manutenção
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Gestão de Ativos de TI: Custos de manutenção preventiva e corretiva

Além do orçamento, o impacto da manutenção de ativos de TI repercute nas rotina das equipes, que passam a lidar com falhas inesperadas, interrupções e retrabalho.

Tempo de leitura: 3 minutos

Neste artigo você vai aprender:

  • Como a falta de manutenção de ativos de TI afeta não apenas o orçamento, como a rotina das equipes;
  • A diferença entre manutenção preventiva e corretiva e seus custos;
  • Como mapear, organizar e estruturar ativos de TI em pequenas empresas;
  • Quando utilizar uma plataforma para organizar os ativos de TI.

O avanço tecnológico dentro das empresas tem sido acompanhado por um aumento gradual nos custos de manutenção de ativos de TI. 

De acordo com análise da Evernex, a falta de planejamento, especialmente em ativos que já chegaram ao fim do suporte oficial (EOSL, End of Service Life), pode elevar os custos de manutenção, chegando a múltiplos do valor original.

Na prática, esse cenário não afeta apenas o financeiro. Além do orçamento, o impacto repercute nas rotina das equipes, que passam a lidar com falhas inesperadas, interrupções e retrabalho.

Preventiva vs. corretiva: onde está o real custo

Em muitas empresas, o aumento dos custos de TI é multifatorial, sendo o resultado da soma de pequenas falhas de gestão: licenças expiradas, contratos sendo renovados automaticamente sem uso real ou equipamentos operando além de sua vida útil.

A falta de mapeamento e organização de ativos corrobora para o cenário de manutenção corretiva, geralmente mais cara e menos previsível do que a preventiva, que acontece quando o problema já impactou a operação. 

Na contramão, a manutenção preventiva envolve ações planejadas como atualizações, revisões periódicas, monitoramento e substituição antecipada de componentes.

Ambas costumam ser tratadas apenas como categorias técnicas. Mas, na prática, elas representam dois caminhos diferentes de gestão e de custo.

O custo da manutenção corretiva quase nunca está só no reparo. Uma falha inesperada pode significar:

  • Equipes paradas;
  • Prazos comprometidos;
  • Aumento de carga de trabalho para o time de TI.

O que considerar na organização dos ativos de TI

Ao organizar os ativos, mesmo que inicialmente em uma planilha, já é possível:

  • Identificar itens críticos para a operação;
  • Mapear custos recorrentes;
  • Evitar desperdícios com licenças ociosas;
  • Planejar substituições com antecedência.

Para estruturar esse controle, o primeiro passo é categorizar os ativos. Isso ajuda a visualizar melhor onde estão os maiores custos e riscos.

Entre as principais categorias, estão:

Hardware

Inclui todos os equipamentos físicos utilizados no dia a dia da operação, como:

  • Computadores e notebooks
  • Servidores
  • Impressoras
  • Monitores
  • Periféricos (teclado, mouse, headsets)
  • Equipamentos de rede (roteadores, switches)

Software e licenças

Abrange tanto ferramentas operacionais quanto soluções específicas:

  • Pacotes de escritório
  • Softwares de design
  • Sistemas de gestão (ERP, CRM)
  • Antivírus e ferramentas de segurança
  • Aplicações SaaS com cobrança recorrente

Infraestrutura e rede

  • Links de internet
  • Serviços em nuvem
  • Hospedagem de sistemas
  • Backup e armazenamento

Dispositivos móveis

  • Smartphones corporativos
  • Tablets

Essa separação facilita não só o controle, mas também a análise de custos por tipo de ativo.

Como estruturar uma planilha de controle de ativos

Para empresas que ainda não utilizam uma ferramenta especializada, a planilha pode ser um ponto de partida. O importante é garantir que ela contemple informações suficientes para tomada de decisão.

Algumas colunas essenciais incluem:

  • Identificação do ativo (nome ou código)
  • Categoria (hardware, software, etc.)
  • Descrição detalhada
  • Usuário ou setor responsável
  • Data de aquisição
  • Valor de compra
  • Fornecedor
  • Status (ativo, em manutenção, desativado)
  • Data de garantia
  • Data de vencimento (no caso de licenças)
  • Tipo de contrato (mensal, anual, renovação automática)

Além disso, incluir colunas voltadas a custos de manutenção pode trazer uma visão mais estratégica:

  • Custo estimado de manutenção preventiva anual
  • Custo estimado de manutenção corretiva anual

Esses dados permitem comparar cenários e entender, por exemplo, quando vale mais a pena substituir um equipamento do que continuar investindo em reparos.

Quando evoluir da planilha para uma plataforma

Embora a planilha funcione bem para empresas menores, o crescimento da operação tende a aumentar a complexidade da gestão.

Nesses casos, ferramentas especializadas permitem automatizar processos como:

  • Inventário de ativos na rede;
  • Monitoramento em tempo real;
  • Alertas de vencimento de licenças;
  • Análise de desempenho e criticidade.

A decisão de migrar costuma acontecer quando o controle manual deixa de ser sustentável, seja pelo volume de ativos, seja pela necessidade de maior precisão nos dados.

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