bola de futebol apoiada no gramado, em primeiro plano, com um estádio vazio ao fundo
Foto: Freepik

Ano de eleições e Copa do Mundo impõe novos desafios à gestão e à produtividade em 2026

Em um ano marcado por disputas políticas, jogos decisivos e semanas “picotadas” por feriados prolongados, conciliar trabalho, produtividade e bem-estar dos colaboradores será um dos principais desafios da gestão.

Tempo de leitura: 3 minutos

Neste artigo você vai aprender:

  • Por que 2026 será um ano atípico para as empresas;
  • Como as eleições de 2026 afetam a produtividade e o bem-estar dos colaboradores;
  • Como conciliar o entusiasmo e a produtividade das equipes durante a Copa do Mundo.

Eleições, Copa do Mundo e feriados. O ano de 2026 vem para mostrar às empresas que a maneira de vender, produzir, investir e se relacionar com o consumidor é marcada, principalmente, por forças externas. 

Mais do que compreender o público-alvo, será necessário entender como grandes eventos afetam o comportamento, a atenção e até o clima organizacional dentro das empresas. 

Em um ano marcado por disputas políticas, jogos decisivos e semanas “picotadas” por feriados prolongados, conciliar trabalho, produtividade e bem-estar dos colaboradores será um dos principais desafios da gestão.

Como as eleições de 2026 afetam a produtividade das empresas

As eleições gerais de 2026 devem levar mais de 150 milhões de brasileiros às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O processo eleitoral, no entanto, vai muito além do dia da votação.

O ano será marcado por uma produção intensa de conteúdo político, tanto nos meios tradicionais quanto nas plataformas digitais. Sabatinas, debates, campanhas nas redes sociais, desinformação, vídeos criados com inteligência artificial e uma disputa constante por atenção fazem parte de um cenário que favorece a dispersão no ambiente de trabalho.

Com a comunicação política cada vez mais pautada por conteúdos curtos, chamativos e altamente disputados nas redes sociais, a atenção dos colaboradores tende a ser fragmentada ao longo do expediente. A dificuldade de manter o foco por períodos prolongados impacta diretamente a produtividade, aumenta o retrabalho e compromete a qualidade das entregas.

Além dos efeitos operacionais, o excesso de estímulos também contribui para o aumento de quadros de estresse, ansiedade e exaustão mental, muitas vezes acompanhados de sintomas físicos, como insônia, dores musculares e fadiga constante.

A dualidade da Copa do Mundo

38 dias que podem turbinar o consumo ou bloquear a produtividade”. É assim que o Guia 2026 para Empreendedores, do Traktion Club, define a Copa do Mundo de 2026 — a edição mais longa já registrada.

De acordo com o relatório, a flexibilização de jornadas e a queda de foco durante os jogos da seleção brasileira tendem a afetar entregas, reuniões e rituais internos das empresas. O impacto é ainda maior quando a Copa acontece em paralelo às eleições, criando uma competição máxima por atenção e espaço mental dos colaboradores.

Por um lado, o evento movimenta o consumo, impulsiona setores como varejo, alimentação e entretenimento e pode gerar oportunidades de engajamento. Por outro, exige planejamento e regras claras para que o entusiasmo coletivo não se transforme em perda significativa de produtividade.

Feriados e pontes: o impacto do calendário

O ano de 2026 também será marcado por um número elevado de feriados prolongados e emendas. Embora esses períodos sejam importantes para o descanso e a recuperação física e mental dos trabalhadores, eles impõem desafios à operação das empresas.

Mais pausas significam mais dias de custo fixo sem geração proporcional de receita, o que pressiona as margens, especialmente em setores dependentes de fluxo contínuo. Além disso, semanas “quebradas” reduzem o ritmo de trabalho, dificultam a manutenção de rituais internos e alongam ciclos de execução, entrega e venda.

A gestão interna se torna ainda mais exigente nesse cenário. Sem regras claras sobre banco de horas, compensações, folgas e expectativas de desempenho, o risco de desgaste no clima organizacional aumenta.

No fim das contas, o ano de 2026 não será sobre trabalhar mais em menos tempo, mas sobre trabalhar de forma mais inteligente. Empresas que conseguirem planejar, comunicar e adaptar suas rotinas aos grandes eventos do calendário terão mais chances de preservar a produtividade, o bem-estar dos colaboradores e a qualidade dos resultados.

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