
Em um ano marcado por disputas políticas, jogos decisivos e semanas “picotadas” por feriados prolongados, conciliar trabalho, produtividade e bem-estar dos colaboradores será um dos principais desafios da gestão.
Neste artigo você vai aprender:
Eleições, Copa do Mundo e feriados. O ano de 2026 vem para mostrar às empresas que a maneira de vender, produzir, investir e se relacionar com o consumidor é marcada, principalmente, por forças externas.
Mais do que compreender o público-alvo, será necessário entender como grandes eventos afetam o comportamento, a atenção e até o clima organizacional dentro das empresas.
Em um ano marcado por disputas políticas, jogos decisivos e semanas “picotadas” por feriados prolongados, conciliar trabalho, produtividade e bem-estar dos colaboradores será um dos principais desafios da gestão.
As eleições gerais de 2026 devem levar mais de 150 milhões de brasileiros às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O processo eleitoral, no entanto, vai muito além do dia da votação.
O ano será marcado por uma produção intensa de conteúdo político, tanto nos meios tradicionais quanto nas plataformas digitais. Sabatinas, debates, campanhas nas redes sociais, desinformação, vídeos criados com inteligência artificial e uma disputa constante por atenção fazem parte de um cenário que favorece a dispersão no ambiente de trabalho.
Com a comunicação política cada vez mais pautada por conteúdos curtos, chamativos e altamente disputados nas redes sociais, a atenção dos colaboradores tende a ser fragmentada ao longo do expediente. A dificuldade de manter o foco por períodos prolongados impacta diretamente a produtividade, aumenta o retrabalho e compromete a qualidade das entregas.
Além dos efeitos operacionais, o excesso de estímulos também contribui para o aumento de quadros de estresse, ansiedade e exaustão mental, muitas vezes acompanhados de sintomas físicos, como insônia, dores musculares e fadiga constante.
“38 dias que podem turbinar o consumo ou bloquear a produtividade”. É assim que o Guia 2026 para Empreendedores, do Traktion Club, define a Copa do Mundo de 2026 — a edição mais longa já registrada.
De acordo com o relatório, a flexibilização de jornadas e a queda de foco durante os jogos da seleção brasileira tendem a afetar entregas, reuniões e rituais internos das empresas. O impacto é ainda maior quando a Copa acontece em paralelo às eleições, criando uma competição máxima por atenção e espaço mental dos colaboradores.
Por um lado, o evento movimenta o consumo, impulsiona setores como varejo, alimentação e entretenimento e pode gerar oportunidades de engajamento. Por outro, exige planejamento e regras claras para que o entusiasmo coletivo não se transforme em perda significativa de produtividade.
O ano de 2026 também será marcado por um número elevado de feriados prolongados e emendas. Embora esses períodos sejam importantes para o descanso e a recuperação física e mental dos trabalhadores, eles impõem desafios à operação das empresas.
Mais pausas significam mais dias de custo fixo sem geração proporcional de receita, o que pressiona as margens, especialmente em setores dependentes de fluxo contínuo. Além disso, semanas “quebradas” reduzem o ritmo de trabalho, dificultam a manutenção de rituais internos e alongam ciclos de execução, entrega e venda.
A gestão interna se torna ainda mais exigente nesse cenário. Sem regras claras sobre banco de horas, compensações, folgas e expectativas de desempenho, o risco de desgaste no clima organizacional aumenta.
No fim das contas, o ano de 2026 não será sobre trabalhar mais em menos tempo, mas sobre trabalhar de forma mais inteligente. Empresas que conseguirem planejar, comunicar e adaptar suas rotinas aos grandes eventos do calendário terão mais chances de preservar a produtividade, o bem-estar dos colaboradores e a qualidade dos resultados.
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