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Piora o desempenho em Segurança da Informação nas administrações públicas federais

Foi concluído o segundo levantamento sobre a situação da governança de Tecnologia da Informação (TI) na Administração Pública Federal. E o resultado do Tribunal de Contas da União (TCU) não foi nada bom. O TCU constatou que, desde 2007, quando se começou a acompanhar o setor de TI, houve pouca mudança ou melhora na situação desta área. Houve, inclusive, casos de piora detectados pelo órgão.

O Tribunal procurou ouvir 315 instituições, mas somente 265 responderam a pesquisa, que abrange universidades federais, tribunais federais, agências reguladoras, fundações, autarquias, secretarias, departamentos, empresas públicas, sociedades anônimas, ministérios e outros órgãos da Administração Federal Direta. Os nomes dessas instituições estão preservados pelo TCU.

A secretaria de Fiscalização de TI do Tribunal de Contas da União até tentou amenizar o problema, alegando que essa percepção de piora no desempenho da Segurança da Informação pode estar ocorrendo devido a uma avaliação mais criteriosa. Mas eles admitem que o quadro geral na Administração Pública Federal é ruim, apesar de o próprio tribunal ter investigado o problema em 2007 e “soado o alarme” num Acórdão (nº 1.603/2008-TCU Plenário), no qual exigia providências aos gestores públicos para melhoria das condições de segurança.

 

 

Inventário e classificação

Num universo de 315 instituições da Administração Pública Federal pesquisadas – sendo que somente 265 unidades responderam aos questionamentos do TCU – ficou comprovado que apenas 25% informaram que inventariaram as informações contidas em seus bancos de dados. Mas só 11% fizeram algum tipo de classificação desta informação. “Sem inventariar e classificar a informação adequadamente não há como saber que informações são críticas e devem ser protegidas”, explica o TCU.

Ainda como consequência financeira, essas instituições da Administração Pública Federal podem estar gastando mais que o necessário, para tentar proteger a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade, de informações que podem não ser críticas para a instituição.

:: Convergência Digital

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