Busca por segurança turbina negócios em empresas de TI gaúchas
A segurança da informação continua sendo o calcanhar de Aquiles do século XXI
Você já pensou sobre a quantidade de informações que recebe diariamente? E já se deu conta de que, assim como recebe, também as gera? Informar significa armazenar ou transferir conteúdos. É uma ação tão natural que nem percebemos quando a realizamos. Parte das informações, compartilhamos com todos, sem restrição. Outras, apenas com alguns. E há aquelas que pertencem apenas ao diário particular, com acesso totalmente restrito.
O processo de circulação de informação das empresas é muito similar ao da nossa vida pessoal. E quando é confidencial, o assunto passa a ser ainda mais sério, pertencendo a uma área de grande importância no ambiente empresarial – a segurança da informação.
A mobilidade e a ebulição das redes sociais, somadas à crise financeira mundial de 2009, que abalou as estruturas de corporações em todo o mundo, estimularam os investimentos em segurança da informação. Um estudo da Global Information Security, realizado pela Pricewaterhouse Coopers, em parceria com as empresas CIO e CSO, confirma o dado.
O levantamento ouviu 7,3 mil executivos das áreas de TI e negócios, dos quais 692 atuam no Brasil. A pesquisa mostra um panorama interessante no país: do total de executivos, quase metade (44%) diz ser a crise mundial um dos principais fatores para o aumento da preocupação com a segurança da informação. Destes, 27% projetam crescimento de, aproximadamente, 10% em investimentos na área para o ano de 2010. Já 16% dos executivos estimam incremento de 30% no orçamento, e 12% deles projetam valores acima de 30% para o setor.
Prova da expansão dos investimentos, a gaúcha Neteye, especializada no setor de tecnologia e segurança da informação, viu um crescimento médio de 40% nos negócios, só nos primeiros sete meses de 2010. Conforme Fábio Santini, idealizador do software Neteye e diretor presidente da empresa, a porcentagem representa a marca dos 20 mil computadores em rede protegidos. O software desenvolvido por Santini ganhou novas versões desde 2004, em função da alta procura por segurança nas informações corporativas que empresas de pequeno, médio e grande porte vêm buscando.
A crise global aumentou a atenção das corporações para a segurança da informação, no entanto, a área ainda se mostra como o calcanhar de Aquiles de muitas empresas. Uma pesquisa realizada pela norte-americana Cyber-Ark revela que parte dos furos na rede de proteção das informações é proporcionada por antigos funcionários. Além disso, o descuido com o armazenamento das informações, muitas vezes espalhadas em diferentes computadores e dispositivos móveis, somado à desatualização de softwares de proteção, é um forte componente que auxilia no vazamento de segredos empresariais.
Cláudio Márcio Wocikowski, líder de infraestrutura da Benner Soluções, companhia de gestão, planejamento e soluções de segurança da informação, garante que todos têm responsabilidades com a segurança das informações das empresas. “As gerências, os colaboradores e os softwares precisam estar prontos para o fato de que a informação pode ser uma moeda valiosa, a ponto de ser roubada e de várias formas” diz. Da preocupação para a ação, a própria Benner, com a ajuda do software gaúcho Neteye, está implantando um setor especializado em política de segurança. Na visão de Wocikowski, esse deveria ser um movimento copiado por outras companhias de TI.
Tamanho é o interesse por sigilo das empresas, quando dos clientes. Torna-se mais comum contratos preverem a proteção de dados, repassados a empresas de gestão da informação. Além de dar o máximo de garantias aos clientes, as empresas que investem em TI estão conquistando não apenas segurança, mas credibilidade.



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